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Prisioneiros

Postado em: 02-03-2010 | Por: Leila Brito | Categorias: Filosofia, Literatura

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Liberdade

A liberdade se perdeu
dos sentimentos
transviou-se.

Busca-se, em vão,
libertá-la do emaranhado de teias
onde se prendeu.

A liberdade se perdeu.
Agarrou-se às amarras do dever,
sujeitou-se às imposições do poder.

Prendeu-se
na busca incauta do bom senso,
não se divisa mais o seu calor intenso.

Desprendeu-se
no abismo da mentira movediça
cúmplice da traição à própria verdade.

Procura-se a liberdade.

LEILA BRITO

Ilustração:
Liberdade

Foto de autor desconhecido desta escritora.

Referência:
BRITO, Leila. Prisioneiros. In: BRITO, Ângela et. al. O princípio é o verso. Belo Horizonte: O Lutador, 1989. p. 25.

Comentários (4)

A liberdade se perdeu.
“Agarrou-se às amarras do dever,
sujeitou-se às imposições do poder”.

A liberdade é quase que impossível num mundo em que os bens materiais são mais importantes que os bens espirituais. A liberdade do homem só pode ser completa quando Deus está no comando de sua vida.
Ao contrário, a liberdade que se busca no intelecto está sempre segura pelas correntes do ego.
O ser só é livre, quando se desprende de si mesmo.

Leila, liberdade numa cleptocracia, é votar na marra, para garantir a farra destas porcarias. Liberdade pagando 50% de imposto, que desgosto, esta promiscuidade financia a cruel impunidade. Leila estou esperando um comentário seu sobre o meu blog. É bom você conhecer o que está acontecendo com as florestas do Pr. e do Br. afora. Seria muito bom, e é possível ajudar com o teu talento e, assim, cruzar o conhecimento para não ficar de mão única, e a crítica como o elogio ficam mais sinceros. Abraço. blog mataalheiamamatanossa.blogspot.com

Leila, como sempre suas poesias são comoventes e nos transportam para o transcendente. Essa liberdade perdida de todos nós, essa busca incansável de todos nós, está nas linhas lindamente traçadas de seus poemas. Maravilhoso.

A liberdade faz parte dos nossos sonhos, que transformamos numa grande peça de teatro que do fim só sabemos a morte.

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