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Intemporal

Postado em: 27-11-2009 | Por: Leila Brito | Categorias: Literatura

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MADRUGADA...121_F

Naquelas madrugadas
enlouquecida
vaguei sem rumo
perdida do meu poente
esquecida da nascente
dos novos dias a me esperar.

Aquelas madrugadas
guardam o perfume da dama-da-noite
inventando histórias
o mistério agudo do silêncio errante
das luas frias a me acompanhar.

Vaguei pelas madrugadas
no espaço lúcido da solidão do tempo
procurando um raio da rosa-dos-ventos
no seu girar
naquelas madrugadas…

LEILA BRITO

Ilustração:
Autor desconhecido desta poeta.

Referência:
BRITO, Leila. Mulher sereia. LetraporLetra: Belo Horizonte, 2007, p. 15.

O que é justo ressaltar sobre o estadista John F. Kennedy

Postado em: 19-11-2009 | Por: Leila Brito | Categorias: Filosofia, Política

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Seu discurso pronunciado em 27 ABR 1963, o penúltimo de sua vida, cujo objetivo foi denunciar a atividade criminosa das Sociedades Secretas Sionistas ameaçadoras da segurança mundial que, ante tal denúncia e tal resistência anunciada, advinda do Presidente da grande potência mundial, ao que tudo indica, “providenciaram” o seu ASSASSINATO, ocorrido sete meses depois, em 22 NOV 1963.

Audio com tradução disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=OB6klulKffE

“A palavra SECRETO é repugnante em uma sociedade livre e somos um povo intrínseca e historicamente avesso às sociedades secretas. Decidimos, há muito tempo atrás que os perigos de ocultar excessivos e injustificáveis atos pertinentes foram muito mais perigosos do que o perigo que citaram para justificá-los  [buscar informações sobre a ordem do caos]. Ainda hoje não há muita oposição à ameaça  que são as sociedades secretas e das restrições arbitrárias dessas. Ainda hoje há reduzidos valores garantindo a sobrevivência da nossa nação [a Nova Ordem Mundial quer acabar com a soberania dos países]. Se as nossas tradições não sobrevivem com tudo isso, existe um perigo muito grave de uma necessidade anunciada de se aumentar a segurança, que será aproveitada por aqueles que estão ansiosos por expandir seu significado, chegando até os limites da censura e encobrimento, e eu farei tudo que tiver ao meu alcance para impedi-los, e que nenhum funcionário de minha administração, seja seu grau alto ou baixo, civil ou militar, interprete as minhas palavras nessa noite como justificativa para censurar ou para suprimir a dissenção ou para encobrir nossos erros, nem para reter da imprensa ou do público os fatos que eles merecem ter conhecimento.

Existe uma CONSPIRAÇÃO MONOPOLÍTICA e IMPIEDOSA ao redor do mundo, à qual NÓS NOS OPOMOS, que conta com meios secretos de convertermos  à sua causa, para assim, aumentar sua esfera de influência, como a infiltração ao invés da invasão, a subversão ao invés das eleições, a intimidação ao invés da livre escolha, guerrilhas noturnas ao invés de exércitos de dia. É um sistema que conseguiu recrutar uma vasta fonte de recursos humanos e materiais, dentro de uma máquina de alta eficiência, que combina operações militares, diplomáticas, de serviços de inteligência, econômicas, científicas e políticas. Seus planos e a execução dos mesmos não vêm a público, não são publicados; os seus erros se enterram e não aparecem em primeira página [refere-se à conivência da Grande Mídia Sionista mundialmente dominante]; seus dissedentes são silenciados e não abalados; nenhum gasto é questionado; nenhum rumo é inspecionado; NENHUM SEGREDO É REVELADO (ver atuação do Grupo Bildeberg ou Clube de Bildeberg = Nova Ordem Mundial)

Nenhum presidente devia temer a inspeção pública de seu programa, porque dessa inspeção vem a compreensão, vem o apoio ou a oposição,  e ambos são necessários. Não estou pedindo à imprensa que apóie a administração, mas peço a sua ajuda na tremenda tarefa de alertar o povo americano, e tenho a inteira confiança na resposta e na dedicação dos nossos cidadãos. Eu não poderia suprimir a controvérsia de seus leitores. Eu lhes agradeço. Essa administração [governo] tem a intenção de ser sincera quanto aos seus erros. Como disse um sábio: “um erro não chega a ser um erro, até que você se recuse a corrigi-lo”. Temos a intenção de aceitar total responsabilidade por nossos erros, e a esperança que vocês nos apontem os erros quando não os percebermos. Em tese, nenhuma administração em nenhum país pode triunfar, e nenhuma república sobreviver, e é por isso que o legislador ateniense Solo decretou que é um crime para qualquer cidadão não recorrer de controvérsia , e é por isso que nossa imprensa foi protegida pela Primeira Emenda, a única imprensa na América espeficamente protegida pela Constituição, não primariamentre para entreter e divertir, não para acentuar o trivial e o sentimental, não para simplesmente dar ao público o que ele quer, mas para INFORMAR, desvendar, refletir e indicar nossos perigos e nossas oportunidades, para indicar nossas crises e nossas escolhas, para dirigir, moldar, educar e às vezes enfurecer a opinião pública. Isso significa uma amplitude de análises de notícias internacionais. Dessa forma, o mais distanciado não estará distante; se encontrará mais à mão e local. Isto significa uma atenção mais ampla e uma melhor compreensão das notícias, bem como uma melhora nas transmissões e, finalmente, significa que o governo em todos os níveis, deve ter a obrigação de proporcionar a informação mais completa possível, até mesmo além dos limites mais estreitos da segurança nacional. E dessa maneira, na imprensa e nesses arquivadores de acontecimentos humanos, guardiões da consciência e mensageiros das notícias, buscamos a forma e a assistência, confiantes de que com sua ajuda o homem será para o que nasceu ser: LIVRE E INDEPENDENTE.”

JOHN FITZGERALD KENNEDY
27 ABR 1963

Nota: Importante lembrar que, após derrotar os Republicanos nas eleições de 1960, John Kennedy tomou posse como Presidente dos USA em 20 JAN 1961, e foi assassinado em 22 NOV de 1963. Em 27 ABR daquele ano pronunciou este memorável discurso denunciando a atuação das sociedades secretas, e em apenas sete meses foi assassinado. O mesmo fim teve seu irmão, o também democrata Robert Kennedy, apenas 5 anos depois, em 1968, morto aos 42 anos, após ter saído vitorioso nas primárias, tornando-se forte candidato à presidência dos USA. Não se tem notícia do assassinato de nenhum presidente ou candidato à presidência do Partido Republicano. Por sinal, o  alvo da denúncia e protesto de John Kennedy: a Nova Ordem Mundial, foi  sacramentada pouco tempo depois, no Governo de George Bush (o pai).

Sobre o Clube de Bildeberg (ou Nova Ordem Mundial), ver site (e vídeos diversos no Youtube): http://pt.wikipedia.org/wiki/Clube_de_Bildeberg
Assistam ao filme pelo Youtube: ENDGAME: JOGO FINAL-PLANO PARA ESCRAVIDÃO GLOBAL (disponível com legenda e em capítulos)

Em tempo: o Bildeberg é REAL e atua de forma sistemática, como pode ser comprovado pelas suas reuniões anuais e pela sua força de ação sobre o mundo. Portanto, não se trata de mera teoria da conspiração como querem alguns, e sim, de uma REALIDADE ao nosso alcance. Não fosse real, ela não teria sido denunciada por um dos presidentes da grande potência mundial.

A mentira e o mito na visão de John Kennedy

Postado em: 15-11-2009 | Por: Leila Brito | Categorias: Filosofia, Política

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“Frequentemente o maior inimigo da verdade não é a mentira – deliberada, planejada, desonesta – mas sim o mito – persistente, entranhado e irreal” (JOHN F. KENNEDY).

A verdade é, inegavelmente, um dos esteios da moral, considerando-se sua intrínseca relação com a realidade. Tão importante esse princípio, que nele se ancora os julgamentos judiciais. De fato, a verdade está para a justiça assim como a mentira está para a injustiça. Filosofando sobre a verdade, John Kennedy surpreende ao negar a mentira, sua oposição natural, como seu maior inimigo, substituindo-a pelo mito, ou seja, por uma idéia simbólica. Mas em que o mito supera a mentira como contraponto da verdade? A resposta é óbvia: no poder de envolvimento da idéia criada. Quanto mais poderosa a idéia, mais sedutora e envolvente se mostra como verdade inquestionável.

Exemplo de um mito de força imbatível é o da democracia como “poder do povo”. Os políticos, e desse jogo de sedução Kennedy entendia, pregam a democracia aos crédulos cidadãos, como se referisse, de fato, a um regime em que o poder está verdadeiramente nas mãos do povo, tal qual reza o Art. 1º, Parágrafo único da CF/1988: “Todo o poder emana do povo [...]”. Ou seja, por se tratar de uma idéia que transmite aos cidadãos uma confortável sensação de força e segurança, ela adquire conotação de verdade absoluta. Por isso, a palavra “democracia” soa como uma espécie de salvaguarda do povo explorado por um regime plutocrático, onde o poder, de fato, está nas mãos de uma elite que o escraviza aos seus interesses financeiros. Assim, persistente, entranhado e irreal, o mito da democracia mantém-se intocado e inabalável em sua força de persuasão e envolvimento, mesmo tendo sua “veracidade” colocada em xeque por uma realidade política contraditória, uma vez que o “poder do povo” mostra-se totalmente impraticável.  Aliás, há mesmo que se perguntar se o mito da democracia é ao menos desejável, considerando o mal que representa como fator de alienação política.

John Kennedy alerta, pois, para o fato de que os malefícios da mentira, por mais  deliberada, planejada e desonesta que seja, são insignificantes, se comparados aos do mito, isto porque, enquanto a mentira oculta a verdade, mas sempre sujeita a ser desmascarada, o mito simplesmente a anula, ou seja, transforma a ficção em realidade, causando um mal, em muitos casos, irremediável.

LEILA BRITO
Belo Horizonte, 15 AGO 2009.

Referência:
BRITO, Leila. A mentira e o mito na visão de John Kennedy. Chá.com Letras. Belo Horizonte, 15 ago. 2009. Disponível em: <www.chacomletras.com.br>. Acesso em: dia mês ano (ex.: 15 nov. 2009).

 

In Eros (II)

Postado em: 11-11-2009 | Por: Leila Brito | Categorias: Literatura

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HomemNuColor

onde foram parar os rumos certos
por onde seus sonhos andavam
o chão que eles pisavam
e as flores azuis que recebiam
o orvalho amanhecido do desejo?

e suas vontades doidas de gozar?
onde foram parar
se na solidão do desertor
a cama é fria e o amanhecer sozinho?

e seu secreto impulso de se enroscar
depois do bote?
onde foi parar a ousadia da serpente
e a sede de se embriagar
do cheiro da fruta umedecida?

onde foram parar as lembranças
do gosto do meu frisson na sua boca
da delícia do meu sugar na sua pele
e do prazer do seu desejo voraz
matando a fome do meu corpo?

onde foram parar os rumos certos
por onde seus sonhos andavam?

LEILA BRITO

llustração:
Pintura de autor desconhecido desta poeta.

Referência:
BRITO, Leila. Launim. Belo Horizonte: LetraporLetra, 2010, p. 35. No prelo.

Ēros – Philia – Agapé (Inspirado na teoria de Comte-Sponville)

Postado em: 07-11-2009 | Por: Leila Brito | Categorias: Filosofia

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Em sua consagrada obra filosófica Petit Traité des Grandes Vertus (1995) – Pequeno Tratado das Grandes Virtudes, editado no Brasil pela Martins Fontes, o contemporâneo filósofo humanista André Comte-Sponville filosofa sobre as dezoito virtudes que devem ser perseguidas pelo homem para alcançar a sabedoria: polidez, fidelidade, prudência, temperança, coragem, justiça, generosidade, compaixão, misericórdia, gratidão, humildade, simplicidade, tolerância, pureza, doçura, boa-fé, humor e Amor, defendendo, em relação a esta última, uma interessante e vigorosa tese, uma vez que elucidadora do seu pleno entendimento, pois classificando-a em três sentimentos ao mesmo tempo iguais (na acepção) e distintos (na essência).

Mas, afinal, quais são os tipos de Amor, na visão do filósofo francês, e qual a essência de cada um deles? Partindo do que se pode considerar o amor mais interessado para o amor mais desinteressado, tem-se: Ēros, Philia e Agapé.

ĒROS – Amor-Paixão – é ancorado no desejo erótico, ou seja, no desejo de posse do outro que desperta tal sentimento. O amor de um homem por uma mulher e vice-versa, ou de uma pessoa por outra do mesmo sexo, que se desejam fisicamente no sentido de fusão amorosa, ou seja, que se desejam eroticamente: “não amamos o que queremos, mas o que desejamos, mas o que amamos e que não escolhemos”, filosofa Comte-Sponville. Pelo seu traço egoísta, pode-se considerar Ēros o amor menos evoluído, uma vez que regido pelo desejo de posse do outro e, até, pela exigência dessa posse (veja o caso dos crimes passionais, justificados pelo sentimento de posse do corpo do outro, e pode-se mensurar a extensão do egoísmo de Ēros). Mas a despeito dessa limitação moral, Ēros tem sua pureza, beleza e nobreza, por ser Amor essencial à fecundação da vida e o responsável pela perpetuação da espécie humana – razão pela qual a Mitologia o consagrou como “divindade”. Trata-se, certamente, do Amor mais forte e mais intenso em relação ao poder de renúncia do ego, por ditar a entrega plena de um ser humano a outro, pois trata-se da doação de sua essência física e afetiva conjugadas, o que, por outro lado, o torna o sentimento mais conflitante jamais sentido pelo homem, por obrigá-lo a renunciar ao amor-próprio por amor ao outro. Trata-se, pois, de doação absoluta ao outro – por isso Ēros é AMOR. Assim, em Ēros, estamos sempre divididos entre o Eu e o Outro. Porém, belo como a simbologia que o representa, Ēros nos compensa com o dom e a graça de nos fazer levitar em corpo (sentidos) e alma (sentimento).

Há que se fazer, pois, uma observação muito importante: por ser Amor, Ēros jamais pode ser confundido com sexo pelo sexo (absolutamente instintivo) e pornografia (vulgarização do sexo). Daí, que o vocábulo “erótico” é indevido para classificar objetos, textos e audiovisuais de conteúdo puramente sexual-pornográfico. Atente-se para o siginificado da palavra “erótico”, inegavelmente derivada de Ēros – Deus do AMOR. Daí, também a diferença entre fazer sexo e “fazer amor”.

PHILIA – Amor-Amizade – é ancorado em afeto totalmente desprovido de desejo erótico; afeto que não implica em posse física do outro. O amor que se nutre pela mãe, pelo pai, pelos filhos, pelos avós, irmãos, parentes próximos, amigos, e o que se recebe em troca. Nas palavras de Comte-Sponville: “Não fazemos filhos para possuí-los, para guardá-los. Nós os fazemos para que partam, para que nos deixem, para que amem alhures e de outro modo, para que façam filhos que, por sua vez, os deixarão, para que tudo morra, para que tudo viva, para que tudo continue…”. É um Amor mais puro que Ēros, no sentido do desinteresse pela posse do corpo do outro, porém, apresentando, também, um traço de egoísmo - a exigência de reciprocidade. Veja bem, quem não “exige” ser amado pela própria mãe, pelo pai e pelos filhos? Naturalmente que todos, indistintamente, querem e intimamente exigem tal retribuição. O mesmo ocorre com um amigo, que se não corresponde à lealdade que recebe, perderá o amor-philia do outro. Portanto, PHILIA é mais evoluído que ĒROS, mas ainda não é o Amor mais puro e perfeito.

AGAPÉ – Amor-Caridade – é destituído de desejo erótico, por isso, de todo e qualquer sentimento de posse e de exigência de retribuição. Trata-se do Amor que nutrimos por pessoas que nem mesmo conhecemos (um mendigo que vemos na rua, um desabrigado das chuvas, as vítimas das guerras…), que não fazem parte da nossa família, do nosso meio social, mas que mobilizam nossa sensibilidade, nossa solidariedade, nossa caridade. É o Amor mais evoluído, pelo seu caráter absolutamente altruísta. A pessoa se posta, no cerne dele, totalmente desinteressada. Nas palavras de Weil: “Amar um estranho como a si mesmo, é amar a si mesmo como a um estranho”. O que deve ser visto como positivo, pois no entendimento de Comte-Sponville: “o eu só é odiável porque não sabe amar – e se amar – como deveria”. Desta forma, sendo AGAPÉ o Amor mais puro, no sentido maior do AMOR em si, como sentimento, pode ser tido como o Amor verdadeiramente virtuoso.

Considerando esta providencial e elucidativa categorização do Amor por Comte-Sponville, o que se pode fazer para tornar ĒROS realmente divino no plano vivencial, é exercer, concomitantemente, o Amor-Philia – ao compreender e ajudar o outro em suas dúvidas, incertezas e angústias na vivência do relacionamento, e o Amor Agapé – ao exercer a caridade em relação ao outro, ante suas reações ditadas pelo egoísmo próprio de Ēros – esse Amor que nos une ao outro com mais força de poder, e que nos faz exercer a nossa fraqueza humana mais ameaçadora: a possessividade, neste caso, inevitável. No entendimento de Comte-Sponville: “ēros e philia se misturam, quase sempre, e é isso que chamamos um casal com uma história de amor. Simplesmente, ēros se desgasta à medida que é satisfeito, ou antes (porque o corpo tem suas exigências e seus limites), ēros só renasce para de novo morrer, depois renascer, depois morrer, mas com cada vez menos violência, cada vez menos paixão, cada vez menos falta (cada vez menos ēros, o que não quer dizer menos potência); ao passo que philia, ao contrário, num casal feliz, não cessa de se fortalecer, de se aprofundar, de se expandir, e é ótimo que seja assim”.

No meu entendimento, tão importante quanto sentir e vivenciar o Amor, é saber identificar o tipo de amor sentido, o que somente é possibilitado pelo conhecimento profundo de suas conformações e delimitações.

LEILA BRITO
Belo Horizonte, 7 NOV 2009.

Escultura:
Amore e Psiche – de Antonio Canova (1757-1822)

Foto (Museu do Louvre):
Leila Brito

Referência:
BRITO, Leila. Ēros – Philila – Agapé: Inspirado na teoria de André Comte-Sponville. Chá.com Letras. Belo Horizonte, 7 nov. 2009. Disponível em: <www.chacomletras.combr>. Acesso em: dia mês ano (ex.: 2 de dez. 2009).

Vídeo da Semana

Postado em: 02-11-2009 | Por: Leila Brito | Categorias: Música, Vídeos

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O cantor e compositor KADU VIANNA é uma das mais promissoras revelações da MPB dos últimos tempos. A doce, ousada e extensa voz, a afinação perfeita, a imprevisibilidade melódico-harmônica de suas composições, o apelo poético de suas letras e a competente execução instrumental avalizam o elevado status musical do seu trabalho.

Aclamado pelos compositores veteranos do Clube da Esquina, Kadu Vianna foi agraciado com uma participação especial de Milton Nascimento em seu último CD “Dentro”. Somando sua exótica voz aos timbres vocais de Marina Machado e do próprio Kadu em “Miragem”, Bituca fez desta canção o grande momento do disco.

A música apresentada no vídeo – Deixa o amor levar, composta em parceria com o compositor Magno Mello, tem dois momentos marcantes: um poético – “Quando a dúvida tocar o sol e o chão se abrir”; e outro instrumental – o hendrixiano solo do guitarrista César Santos.

Sugiro ao leitor fazer uma pausa entre um e outro texto, assistindo a este belo e emocionante espetáculo musical: http://www.youtube.com/watch?v=o-s-jbtub_k

LEILA BRITO
Belo Horizonte, 31 OUT 2009.

OBS.: Para ver o vídeo em tela cheia, clique no ícone à direita do seu rodapé.

Foto:
Weber Pádua