Chá.com Letras Rss

Vídeo da Semana

Postado em: 23-05-2010 | Por: Leila Brito | Categorias: Música, Política, Vídeos

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Ari Barroso2 Ary Barroso – Ubá-MG (1903-1964)

Ilustrando, com o merecido requinte, o poema Terra Nação, do poeta e músico-violonista-compositor Eugênio Britto, apresento, no espaço de vídeo deste blog (à direita), a mais bela canção brasileira de todos os tempos – AQUARELA DO BRASIL, do mestre Ary Barroso, arranjada e executada pelo Perpetuum Jazille – grupo de jazz e música popular eslovênio, e pelo BR6 – grupo vocal brasileiro, sediado no Rio de Janeiro, e formado por Crismarie Hackenberg (mezzo), Deco Fiori (tenor), Marcelo Caldi (tenor), André Protasio (barítono), Simô (baixo) e Naife Simões (Percussão Vocal).

Aribarroso1

Ary Barroso é autor de centenas de composições em estilos variados, como choro, xote, marcha, foxtrote e samba. Entre outras canções, compôs Tabuleiro da Baiana (1937)  e Os Quindins de Yayá (1941), Boneca de Piche etc. Durante as décadas de 1940 e 1950  compôs vários dos sucessos consagrados por Carmem Miranda no cinema.  Ao compor Aquarela do Brasil inaugurou o gênero samba-exaltação.  O sucesso só aconteceu após sua inclusão no filme de animação Saludos Amigos, lançado em 1942, pelo Studio Disney. Foi a partir de então, que a canção ganhou reconhecimento não só nacional como internacional, tendo se tornado a primeira canção brasileira com mais de um milhão de execuções nas rádios estadunidenses. Assim, Aquarela do Brasil passou de simples canção a símbolo nacional brasileiro.

Auarela-Brasil

Agradeço ao amigo Professor de História e blogueiro Ricardo Moura Faria (Boletim Mineiro de História: <http://boletimmineirodehistoria.blogspot.com/>), pela colaboração com este post, enviando-me tão preciosa indicação de vídeo.

Senhoras e Senhores,  Aquarela do Brasil!

LEILA BRITO
Belo Horizonte, 23 maio 2010

Ilustração:
Autoria das fotos desconhecida desta escritora.

Vídeo da Semana

Postado em: 03-04-2010 | Por: Leila Brito | Categorias: Música, Política, Vídeos

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Geraldo Vandré
Na esteira do artigo sobre o PODER em Michel Foucault, o Chá.com Letras homenageia o mito Geraldo Vandré, um dos maiores compositores brasileiros de todos os tempos, já que autor da mais conhecida música de protesto da história da Música Popular Brasileira, pois considerada um verdadeiro hino da resistência ao regime político instituído pela DitaDURA Militar (1964-1985).

Aclamado pelos jovens idealistas dos Anos de Chumbo e dos Anos de 1990, década da redemocratização do país, Geraldo Vadré tornou-se o íncone de uma juventude politizada e participativa que, hoje, infelizmente, foi substituída por uma juventude politicamente alienada e apática. A bem da verdade, jovens gerados no seio de um sistema de repressão ao desenvolvimento humano, engendrado por um modelo de educação formal castrador da capacidade de formação e exercício do senso crítico, instituído pela Lei 5692/1971, relativa a uma Reforma de Ensino implantada pelo MEC do Governo Militar que, pautada nos objetivos espúrios da dominação política, desumanizou a educação no Brasil – um dano que levaria décadas para ser completamente extirpado do seio social.

Nascido Geraldo Pedroso de Araújo Dias Vandregísilo, em João Pessoa-PB, em 12/09/1935, não foi à toa que Vandré abalou os alicerces do Governo Militar, em 1968 (ano da instituição do AI5), durante o III Festival Internacional da Canção, ao entoar, e ser seguido em coro pelo público que lotava o Maracanãzinho, o refrão da canção Pra não dizer que não falei das flores: “Vem vamos embora que esperar não é saber, quem sabe faz a hora não espera acontecer”.

vandre em Paris

Em decorrência do incômodo provocado nos militares, conforme seu próprio depoimento, Vandré se autoexilou no Chile, em 1969, receoso das possíveis consequências da sua provocação política, já que afrontar a DitaDURA era sinônimo de perseguição, prisão, tortura e assassinato, que foram muitos (com desaparecimento de corpos que, até a presente data, ou não foram encontrados ou não foram identificados). E tudo isto, a despeito de, recentemente, o Jornal Folha de São Paulo ter qualificado o dito regime político como uma simples DitaBRANDA.

Vale registrar aqui, que tal “abrandamento” gentilmente atribuído pelo jornal FSP, não é de se estranhar, uma vez que, junto daquele que sempre se disse sem nunca ter sido jornalista Roberto Marinho – proprietário das Organizações Globo, o senhor Octavio Frias era (e hoje é substituído nesses ideais pelo seu herdeiro) um fiel aliado e colaborador dos militares, como atesta o jornalista e articulista Laerte Braga (2009): “A FOLHA só fez disparar a metralhadora, ou entregar a navalha por baixo dos panos, ou dar a dica. Lá estão acostumados com esse tipo de negócio, na Ditadura seus caminhões eram parte do esquema Fleury, OBAN, essas coisas assim de ditaduras”. É, pois, fato comprovado, que muitos dos suspeitos de subversão ao regime e dos corpos de “subversivos” torturados e mortos nas dependências do DOP’s, em São Paulo, foram transportados nos caminhões baús dos jornais Folha de São Paulo e Folha da Tarde.

GERALDO_VANDRÉ-HOJE

Um desses torturados é, sem dúvida, Geraldo Vandré, para cuja ausência definitiva da cena musical brasileira, aventou-se duas justificativas: a primeira, mais difundida, de que fora preso, torturado, castrado e, consequentemente, enlouquecido; a segunda, de que fizera acordo com os órgãos de repressão na sua volta e, para tanto, compusera Fabiana, em homenagem a FAB.  Porém, informações confiáveis do jornalista Tato de Macedo dão conta de que a primeira opção é a correta. Segundo ele, “depois de ser torturado, vilipendiado, humilhado, Vandré foi internado numa clínica de recuperação. Não se suicidou por pouco, mas se isolou do mundo. Desse mundo (imundo) que os reacionários insistem em defender”.

Constata-se, pelo teor de suas falas em entrevistas, pontuadas por incoerências e absurdos, o trauma sofrido com a tortura:  1 – “Caminhando não era uma canção política. Era um aviso aos militares: ‘Olha gente, desse jeito não dá mais’. Eles (militares) nunca tocaram um dedo em mim.”; 2 – “Quando voltei do exílio, no final de década de setenta, meus companheiros me receberam com decepção, porque eu estava vivinho da silva, e eles me queriam mártir e morto. Seria para eles mais uma bandeira. E eu voltei doente e meio perdido em meu país, quando justamente os militares me acolheram e me deram tratamento médico, e me alojaram“. Importante observar que os amigos sempre souberam que ele estava vivo, e que ele voltou ao Brasil no início da década de 70, e não no final, como afirma na entrevista.

Pelo fato de ele ter regressado ao Brasil em 1973, com o Regime Militar atuando violentamente sob a égide do AI5, tem toda lógica a denúncia de que ele foi preso e vilmente torturado. Por que os militares seriam maguinânimos com um artista que teve a ousadia de enfrentá-los publicamente? Há que se considerar que o comportamento dele no exílio foi totalmente coerente com o Vandré compositor de Pra não dizer que não falei das flores, ao contrário do modo de agir algum tempo depois que regressou ao Brasil, pois totalmente alheio ao que antes era sua razão de viver: a música brasileira, sobre a qual, em 2004, emitiu essa opinão incompreensível: “Quase não a conheço, ouço mais música erudita, isso me interessa.”(?).

Tal quadro pessoal é confirmado por Celso Lungaretti (2009): “Reencontrei Vandré por volta de 1980 [...] Reparei que ele continuava lúcido, ao contrário das versões de que teria ficado xarope por causa das torturas. Mas, perdera a concisão e clareza. Seus raciocínios faziam sentido, mas davam voltas e voltas até chegarem ao ponto. Para entender a lógica do que ele dizia, eu precisava ficar prestando enorme atenção. Era exaustivo. [...] O mais importante que ele disse: estaria na mira de organizações de extrema-direita, inconformadas com o gradual abrandamento do regime. A censura finalmente liberara “Caminhando”, que fazia sucesso na voz de Simone. Vandré explicou que tinha de passar-se por louco pois, se ele tentasse voltar ao estrelato junto com a música, seria assassinado. [...] A minha impressão é que, nordestino e machista, ele não aguentou admitir que fora quebrado pela tortura e pelos rigores do exílio. Então, preferiu desconversar, embaralhar as cartas, descaracterizar-se como ícone da resistência. Enfim, um caso que só Freud conseguiria explicar (e esgotar). De qualquer forma, aquele artista que tanto admiramos foi assassinado pelos déspotas, da mesma forma que Victor Jara e Garcia Lorca. Sobrou um homem sofredor, que merece nossa compreensão.”.

No vídeo ao lado, vê-se cenas de protesto público contra a morte de um dos heróis da resistência à DitaDURA Militar e, também, cenas da frustrada tentativa de atentado à bomba ao Riocentro, no dia 30 de abril de 1981, pelo Governo Militar, por agentes do CIE e SNI (o objetivo era matar centenas de cidadãos que assistiam ao show comemorativo ao Dia do Trabalhador), tendo ao fundo a pungente voz de Vandré entoando Pra não dizer que não falei das flores.

Importante lembrar que o Povo Brasileiro não está livre de um novo golpe militar como o de 1964, engendrado pela CIA, a mando do governo dos USA e incentivado por representantes da Igreja Católica Apostólica Romana (quem não se lembra da Marcha com Deus pela Liberdade?), sob a  cumplicidade de uma apolitizada e ignorante sociedade civil, manipulada, através da Grande Mídia venal, por um propositado terrorismo de ameaça da instalação do Comunismo no Brasil, caso o Presidente João Goulart permanecesse no governo. Trata-se do mesmo argumento que a Grande Mídia de hoje está pregando nos seus jornalões (só que substituindo o Comunismo pelo Socialismo, como recentemente ocorrido no Golpe de Estado em Honduras), ao combater o Governo Lula e a sua candidata, a ex-militante da resistência ao Regime Militar de 1964 e ex-Ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, presa e torturada por mais de três anos nos porões da DitaDURA. Portanto, uma sobrevivente do regime de chumbo.

Que a bela canção de Vandré e as cenas de violência dos militares da DitaDURA contra os cidadãos brasileiros mostradas no vídeo nos alertem para o perigo iminente de um novo Golpe de Estado, neste momento em que os líderes da mesma elite opressora de 1964 ‒ a extrema-direita reacionária do país (inclui-se nela a Grande Mídia) ‒ representados pelo candidato José Serra, querem de volta o poder perdido há oito anos para o atual governo, “acusado” por ela de socialista, equivocadamente, uma vez que empreendedor de uma indiscutível política neoliberal ‒ uma contradição prontamente assimilada por Vandré:

O povo no poder! Então o povo deve estar feliz e satisfeito. Mas não é bem assim, não é essa a realidade. O Lula faz o governo menos popular que já vi, e era dele que esperava-se um mandato voltado para o povo. Veja só que loucura, não acha? O problema do Brasil é na sua conjuntura,seus vícios homéricos e a falta de cultura de sua gente. Os políticos não têm interesse em educar, para não dar consciência política, percebe?! Não está diferente com o Lula, até porque eles venderam a alma para chegar ao poder, e suas boas intenções ficaram no discurso (GERALDO VANDRÉ, 2004).

LEILA BRITO
Belo Horizonte, 3 ABR 2010

Ilustrações:
Foto 1 – Vandré no Festival de 1968 – do Almanaque Jovem.
Foto 2 – Vandré em um bar na França com amigos, em 1970 – da matéria de Vitor Nuzzi.
Foto 3 – Vandré no Brasil, na década de 1990 – Foto de Mário Luiz Thompson.

Referências:
ANÍSIO, Ricardo. Geraldo Vandré. Jornal O Norte. 1 fev. 2004. Disponível em: <http://www.ritmomelodia.mus.br/entrevistas/entrev%202004/02%20geraldovandre/geraldovandre.htm>. Acesso em: 3 abr. 2010.
BRAGA, Laerte. O poderoso chefinho. Vi o Mundo. 29 nov. 2009. Disponível em: <http://viomundo.naweb.net/voce-escreve/laerte-braga-o-poderoso-chefinho/>. Acesso em: 4 abr. 2010.
CARDOSO, Tom. Geraldo Vandré rompe o silêncio. Clique Music. 28 jul. 2000. Disponível em: <http://cliquemusic.uol.com.br/materias/ver/geraldo-vandre-rompe-silencio>. Acesso em: 3 abr. 2010.
LUNGARETTI, Celso. O Vandré que eu conheci. CMI Brasil. 23 mar. 2009. Disponível em: <http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/03/443234.shtml>. Acesso em: 4 abr. 2010.

Vídeo da Semana

Postado em: 05-03-2010 | Por: Leila Brito | Categorias: Música, Vídeos

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yoko1
O Chá.com Letras, rendendo uma homenagem especial à MULHER, pelo  seu dia, disponibiliza, no seu espaço de vídeo  (barra fixa à direita), a bela canção WOMAN, do incomparável John Lennon:

http://www.youtube.com/watch?v=PnayXShG73w

WOMAN
MULHER
John Lennon

Mulher, eu quase não consigo expressar
Minhas emoções confusas na minha negligência.
Afinal de contas, estou eternamente em dívida com você.
E, mulher, eu tentarei expressar
Meus sentimentos interiores e gratidão
Por me mostrar o significado do sucesso.

Ooh, bem, bem,
Doo, doo, doo, doo, doo.
Ooh, bem, bem,
Doo, doo, doo, doo, doo.

Mulher, eu sei que você compreende
A criancinha dentro do homem.
Por favor, lembre-se: minha vida está em suas mãos.
E, mulher, mantenha-me próximo do seu coração
Por mais que [estejamos] distantes,
não nos mantenha separados.
Afinal de contas, está escrito nas estrelas…

Ooh, bem, bem,
Doo, doo, doo, doo, doo.
Ooh, bem, bem,
Doo, doo, doo, doo, doo,
Bem…

Mulher, por favor deixe-me explicar:
Eu nunca tive intenção de te causar tristeza ou dor.
Então, deixe-me te dizer de novo e de novo e de novo:

Eu te amo, sim, sim,
Agora e eternamente.
Eu te amo, sim, sim,
Agora e eternamente.
Eu te amo, sim, sim,
Agora e eternamente.
Eu te amo, sim, sim…

Salve 8 de Março de 2010!

Ilustração:
John Lennon e Yoko Ono – Amsterdam Hilton (1969)
Foto de autor desconhecido desta escritora.

Vídeo da Semana

Postado em: 24-02-2010 | Por: Leila Brito | Categorias: Música, Vídeos

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RenatoRusso-10_mvg_bruce1
Fazendo um link com o poema-homenagem a mim ofertado pelo poeta Moacir Oliveira, disponibilizo, no espaço de vídeo (à direita) deste blog, uma das mais interessantes canções do Renato Russo – o rock-balada Leila, tema de abertura do meu show Leila – do Rock ao Samba, realizado em 1998, no Teatro da Praça, em Belo Horizonte-MG.

O mais incrível dessa canção é que a personagem criada (ou retratada) pelo grande compositor, coincidentemente, tem tudo a ver comigo (tirando o “unzinho”…rsrs) na época. Muito interessante essa identidade descritiva da Leila do Renato Russo com a minha pessoa. Por isso a escolhi como tema deste meu inesquecível show, quando subi ao palco acompanhada do meu pai  Higesipo Brito (então com 81 anos – saudade de você, pai!) – músico-saxofonista, maestro e compositor; do meu filho – músico-baterista – Arthur Rezende (então com 17 anos); do meu irmão Eugênio Britto – músico-violonista, compositor e cantor; e do meu sobrinho Kadu Vianna (então com 18 anos) – cantor, compositor e músico-violonista/guitarrista/pianista.

E estendendo a homenagem do Moacir a esta poeta, reverencio o saudoso cantor e compositor que, com sua Legião Urbana, revolucionou a juventude brasileira dos Anos 1990 (né mesmo Gustavo Brito?) com seus conceitos político-sociais cantados em versos e prosas poéticas.

Acessem:  http://www.youtube.com/watch?v=sh2FilqUVnI&feature=related , e  ouçam Leila na voz do seu autor.

LEILA BRITO
Belo Horizonte, 24 FEV 2010.

Ilustração:
Renato Russo
Foto de autoria desconhecida desta escritora.

Vídeo da Semana

Postado em: 27-12-2009 | Por: Leila Brito | Categorias: Música, Vídeos

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PlanetaTerra2
Pesquisando uma canção para a despedida do Chá.com Letras de 2009 e as boas vindas a 2010, Stand by me, do compositor americano Ben E. King, se destacou tanto pelo apelo solidário de sua letra como pela criatividade desta belíssima interpretação plurinacional apresentada no documentário Playing For Change: Peace Through Music, retratando a Humanidade através da Música – a arte que transcende todas as diferenças raciais, étnicas e culturais (espaço de vídeo, barra fixa à direita).

Com vocês, Stand by me interpretada pelos dezesseis músicos e cantores de rua de dez países: Roger Ridley, Grandpa Elliott, Washboard Chaz, Twin Eagle Drum Group e Roberto Luti dos EUA; Vusi Mahlasela, grupo Sinamuva e Pokel Klaas da África do Sul; Junior Kissangwa Mbouta do Congo; Dimitri Dolganov da Rússia; François Viguié da França; Clarence Bekker da Holanda; Django Degen da Espanha; Stefano Tomaselli da Itália; Geraldo e Dionisio da Venezuela; e César Pope, do nosso Brasil.

Sensivelmente grata pela calorosa acolhida e entusiasmada participação em 2009, parafraseando a canção, suplico aos meus amados leitores: em 2010, please, stand by me!

LEILA BRITO
Belo Horizonte, 27 DEZ 2009.

Ilustração:
Autor desconhecido desta escritora.

Vídeo da Semana

Postado em: 02-11-2009 | Por: Leila Brito | Categorias: Música, Vídeos

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O cantor e compositor KADU VIANNA é uma das mais promissoras revelações da MPB dos últimos tempos. A doce, ousada e extensa voz, a afinação perfeita, a imprevisibilidade melódico-harmônica de suas composições, o apelo poético de suas letras e a competente execução instrumental avalizam o elevado status musical do seu trabalho.

Aclamado pelos compositores veteranos do Clube da Esquina, Kadu Vianna foi agraciado com uma participação especial de Milton Nascimento em seu último CD “Dentro”. Somando sua exótica voz aos timbres vocais de Marina Machado e do próprio Kadu em “Miragem”, Bituca fez desta canção o grande momento do disco.

A música apresentada no vídeo – Deixa o amor levar, composta em parceria com o compositor Magno Mello, tem dois momentos marcantes: um poético – “Quando a dúvida tocar o sol e o chão se abrir”; e outro instrumental – o hendrixiano solo do guitarrista César Santos.

Sugiro ao leitor fazer uma pausa entre um e outro texto, assistindo a este belo e emocionante espetáculo musical: http://www.youtube.com/watch?v=o-s-jbtub_k

LEILA BRITO
Belo Horizonte, 31 OUT 2009.

OBS.: Para ver o vídeo em tela cheia, clique no ícone à direita do seu rodapé.

Foto:
Weber Pádua

Vídeo da Semana

Postado em: 22-10-2009 | Por: Leila Brito | Categorias: Música, Vídeos

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ArthurRezende2-l_60547f7cc12ae58cd96f9cffddda579b

O baterista ARTHUR REZENDE é um dos mais prestigiados nomes da nova geração de músicos mineiros. Premiado no concurso “Jovem Instrumentista” do BDMG Cultural (2003) e no I Festival Odery & Modern Drummer (2007) como Maior Baterista de Minas Gerais, foi acolhido com distinção profissional por grandes compositores e instrumentistas do Clube da Esquina, como Toninho Horta, Beto Guedes e Flavio Venturini, com quem divide o palco em eventos de repercussão nacional. Da nova safra de músicos, compositores e cantores mineiros, participa do trabalho de Vander Lee, Kadu Vianna, Júlia Ribas, Pedro Morais, Patrícia Amaral, Marina Machado, Regina Souza e Alda Rezende.

Neste vídeo, Arthur Rezende executa um competente solo de bateria em “Flor de Minas”, do compositor Lô Borges, durante o show “Dentro” do cantor e compositor Kadu Vianna, realizado em 27/28 MAR 2009, em Belo Horizonte, com participação especial da cantora Marina Machado e do compositor Flávio Henrique.

Sugiro ao leitor fazer uma pausa entre um e outro texto, assistindo a este belo e emocionante espetáculo de música instrumental: http://www.youtube.com/watch?v=vKee1clBiYU

LEILA BRITO
Belo Horizonte, 22 OUT 2009.

Navegue no Chá.com Letras

Postado em: 13-10-2009 | Por: Leila Brito | Categorias: Filosofia, Fotos, Literatura, Música, Política, Vídeos

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Com formato de website, este blog apresenta, em sua página principal, além dos post’s, pequena mostra de fotos de viagem e um vídeo de música, e em sua estrutura de apoio, cinco links com conteúdos direcionados aos temas-chave: Literatura, Filosofia e Música.

No link “Leila Brito”, o leitor ficará conhecendo um pouco da história de vida e das realizações desta artista das Letras e da Música. No link “Autoral”, conhecerá as publicações da escritora, poeta e memorialista. No link “Literagindo”, tomará contato com o trabalho da professora de Filosofia e Letras (Técnica de Literatura e Técnica de Redação), que disponibiliza inicialmente, a quem possa interessar, um “Mini-Curso de Técnica de Literatura” (composto de 5 aulas) – vale a pena conferir. Já no link “Divulgação”, terá notícia de concursos de Literatura de âmbito nacional e estadual, shows musicais e eventos filosóficos. E no link “Contatos”, além de poder escrever-me, o leitor tomará conhecimento de meus endereços e telefones de contato.

Grata pela distinção e pela participação.

Leila Brito

Bem-vindo ao Chá.com Letras

Postado em: 10-10-2009 | Por: Leila Brito | Categorias: Filosofia, Fotos, Literatura, Música, Vídeos

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A LITERATURA é a manifestação artística que tem a palavra como matéria-prima. Como a palavra é dotada do poder de romper os limites de sua significação objetiva (abri a porta do quarto), para alcançar a liberdade de uma significação subjetiva (abri a “porta” do “coração”), ela é capaz de possibilitar codificações infinitas que retratem, de maneira criativa, a percepção da realidade que nos cerca. Assim, a criação do “código literário” (metafórico) implica na identificação, pelo escritor (ou poeta), do sentido subjetivo de cada palavra escolhida para estruturar suas idéias por meio de signos e ritmos intransferíveis.

Dotado de uma percepção aguda, o escritor (ou poeta) capta a realidade através de seus sentidos e sentimentos e, a partir dessa conexão sensível, explora as possibilidades linguísticas em seus aspectos morfológico, sintático, fonético e semântico, com o propósito consciente de transportar tal realidade para o plano imaginário (delirante) – um processo criativo, porém, de composição (elaboração) essencialmente técnica, pois pautado em experimentos com o sentido subjetivo da palavra, visando a criação metafórica. Trata-se, pois, de um laboratório de palavras. Portanto, embora inspirada em elementos reais e composta pelo uso da técnica de codificação, a obra do escritor ou poeta é fruto da sua imaginação.

Independente do gênero: poesia (verso ou prosa), conto, crônica ou romance, toda obra literária é sempre uma codificação da realidade a ser decodificada pelo leitor, segundo seus sentidos, sentimentos e visão de mundo. Assim, tanto quanto a codificação, a decodificação é um processo pessoal e intransferível e, consequentemente, motivador de infinitas interpretações de um mesmo verso ou de uma mesma prosa. Por isso, a cada decodificação, a obra literária é recriada pelo leitor. Obra escrita que não permite o processo de decodificação não é, portanto, obra literária, e, por extensão, não é obra de arte.

Concluiu-se, pois, que o grande mérito da Arte está em permitir a quem lê (Literatura), ouve (Música), vê (Artes Plásticas) e assiste (Teatro e Dança), uma conexão de seu mundo interior com o mundo exterior. E é isto que a obra literária proporciona no plano da imaginação, advindo desse processo o reconhecimento da Literatura como “arte-maior”, primordial ao desenvolvimento intelectual do homem.

Interagindo intrinsecamente com a Literatura, pois presente na criação literária em sonoridade, silêncio e ritmo, a MÚSICA, em grego μουσική τέχνη, o mesmo que “arte das musas”, é considerada a “arte-sublime”, tanto pelo êxtase que proporciona quanto pela significação cultural, motivo pelo qual a história da Música se confunde com a história da Humanidade. A combinação “letra e música” nos permite sentir a magnitude simbólico-cultural dessas duas formas de expressão artística mais exploradas em todo o mundo.

Marcada por forte interação com a Literatura tanto no plano filológico como metafórico (destaque para Nietszche – filósofo, filólogo e literato), a FILOSOFIA (do grego Φιλοσοφία: philos = que ama + sophia = sabedoria), conjunto de toda ciência, conhecimento ou saber racional, é denominada “ciência-mãe”, por ter gerado e gestado as demais ciências humanas, exatas e biológicas. Por permitir o estudo crítico-reflexivo-especulativo, portanto racional, dos princípios que fundamentam o comportamento do homem no mundo, o conhecimento filosófico é imprescindível ao desenvolvimento do senso crítico que permite o aprofundamento da visão objetiva, por sua vez, uma consequência natural da expansão da intelectualidade.

Ao inaugurar este espaço dedicado à Literatura, Filosofia e Música, submeto-me, com este texto inaugural, ao meu desejo imediato de repartir com você, meu caro leitor, um pouco dos meus (e de outros autores) conhecimentos e criações na “arte-maior”, na “ciência-mãe” e na “arte-sublime”, de forma a motivá-lo à leitura de poemas, contos, crônicas, ensaios e artigos, ao estudo da composição e revisão de textos, e ao prazer de ver vídeos e fotos publicados neste espaço literário-filosófico-musical.

LEILA BRITO
Belo Horizonte, 2 OUT 2009

Referência:
BRITO, Leila. Bem-vindo ao Chá.com Letras. Chá.com Letras, Belo Horizonte, 2 ago. 2009. Disponível em: <www.chacomletras.com.br>. Acesso em: dia mês ano (ex.: 2 out. 2009)